DOENÇAS ALIMENTARES E CARENCIAIS

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O acompanhamento do estado nutricional do paciente e o conhecimento sobre as patologias relacionadas aos nutrientes permitem ao nutrólogo atuar no diagnóstico, prevenção e tratamento destas doenças, contribuindo na promoção de uma longevidade saudável, com melhor qualidade de vida.

Anemia

A anemia é caracterizada pela presença insuficiente de glóbulos vermelhos no sangue (hemoglobina), que é quem dá ao sangue a sua tonalidade avermelhada. Por isso, o sintoma mais comentado a respeito da anemia é a cor pálida do indivíduo. Como estas células são responsáveis pelo transporte de oxigênio e nutrientes para os tecidos,
esta redução leva a uma menor liberação destes para todos os órgãos.

Há inúmeras causas para a anemia, entre elas aquelas relacionadas a alimentação. Destacam-se as anemias por deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico .

A anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é a mais comum de todas. A primeira medida no tratamento da anemia ferropriva é determinar e corrigir a causa da deficiência de ferro. Uma vez constatada a carência, é importante recomendar uma dieta rica nesse nutriente e prescrever sulfato ferroso por via oral.

Alergias alimentares

A Alergia Alimentar é uma Reação Adversa a determinado alimento, ou seja, uma resposta de não-aceitação do organismo a uma substância presente naquele alimento. Seus sintomas clínicos podem variar, desde coceiras mais leves até o acometimento de vários órgãos. Geralmente surgem na pele (urticária, inchaço, eczema), no sistema
gastrointestinal (diarréia, dor na barriga e vômito) e no respiratório (tosse, rouquidão).

Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica. No entanto, leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos são os mais envolvidos.

Após diagnosticar a alergia, o paciente e seus familiares receberão orientações detalhadas sobre como evitar o contato com alimentos desencadeantes, como por exemplo, verificando todos os rótulos de produtos consumidos e também o que fazer em eventuais crises. Em casos de alergias a alimentos essenciais ao desenvolvimento do
indivíduo, o especialista poderá prescrever alimentos substitutos que forneçam os mesmos nutrientes.

Em caso de suspeitas e sintomas, consulte um médico.

Intolerância a lactose

Embora muitas pessoas achem que sejam sinônimos, a intolerância alimentar é diferente da alergia alimentar. No caso da alergia, o organismo age atacando aquele determinado nutriente, ou seja, trata-se de uma resposta imunológica. Já a intolerância alimentar possui como causa a deficiência na produção de alguma enzima digestiva.
A intolerância a lactose, portanto, é caracterizada pela ausência da enzima lactase no intestino, gerando uma incapacidade na digestão de lactose (açúcar do leite).
Os sintomas apresentados em um indivíduo com intolerância a lactose são um pouco mais leves quando comparamos com a alergia a proteína do leite, e no geral, são restritos ao sistema gastrointestinal, tais como:

Gases, dores abdominais, diarréia e enjôo. É fundamental que o paciente tenha o diagnóstico correto (seja de alergia ou intolerância), pois o plano de tratamento será diferente nos dois casos.

Os tratamentos das intolerâncias alimentares envolvem a exclusão total ou parcial do alimento (nutriente), probióticos para recompor a flora intestinal e, em alguns casos, enzimas específicas para auxiliar na digestão.

Doença celíaca

A doença celíaca é caracterizada por uma alergia ao glúten. O organismo reage imunologicamente às proteínas do glúten, como por exemplo, àquelas presentes no trigo, na cevada e no centeio. Esta reação adversa desencadeia uma grave inflamação no intestino, que com o tempo, passa a ter dificuldade na absorção dos nutrientes. O
quadro pode levar à desnutrição, em casos mais graves.

Sintomas gastrointestinais são comuns em crianças com a doença celíaca, tais como diarréia, falta de apetite, prisão de ventre, além de baixa estatura. Em adultos, além da diarréia e de dores abdominais, também podem surgir dermatite, osteoporose e anemia.
Através de exames de sangue específicos e a biópsia do intestino será possível chegar a um diagnóstico seguro e adotar um tratamento que ofereça mais qualidade de vida ao paciente.

Na dúvida, consulte um médico nutrólogo.

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    Edivaldo Rodrigues dos Santos Junior - Doctoralia.com.br